E tudo volta ao nada
Quando suas asas se batem
E longe se omitem.
Há tempos acalentada
Pela canção do silêncio
E da angústia do tempo
Passava momentos,
Instantes ou minutos
Que na ânsia do presente
Foram horas, dias ou séculos.
Longo tempo de ilusão...
Logo vejo meu fim
Fazer do caminho um rio
Águas limpas que torturam
A serenidade de seus vôos.
E o que mais me acaba
É saber que lês isto
E nada compreendes.
Tu és insensato
Mas mesmo assim, leitor
Tu me fazes sorrir.
Talvez eu chore,
Talvez eu emudeça
Talvez, quem sabe, eu morra
Cansada e presa nessas linhas
Sem ter com quem encontrar.